Rodovia Santos Dumont (BR-116) vira “tábua de pirulito” no trecho entre Icó e Jaguaribe e preocupa motoristas

Por Paulo Sergio de Carvalho 04/05/2026 - 11:42 hs
Foto: Reprodução/Instagram
Rodovia Santos Dumont (BR-116) vira “tábua de pirulito” no trecho entre Icó e Jaguaribe e preocupa motoristas
Rodovia Santos Dumont (BR-116) vira “tábua de pirulito” no trecho entre Icó e Jaguaribe e preocupa

A situação da Rodovia Santos Dumont (BR-116) no trecho entre Icó e Jaguaribe tem gerado revolta e apreensão entre motoristas que trafegam pela região. Com inúmeros buracos, desgaste do asfalto e trechos comprometidos, a via passou a ser apelidada de “tábua de pirulito” — expressão popular usada para descrever pistas extremamente irregulares.

Apesar de ser um dos principais corredores rodoviários do país, ligando o Nordeste ao Sudeste, a BR-116 apresenta, nesse trecho do interior cearense, condições que contrastam com obras de duplicação mais avançadas em áreas próximas à capital. Na região de Icó a Jaguaribe, a pista simples predomina, e a falta de manutenção adequada tem agravado o cenário.


Motoristas relatam prejuízos constantes com pneus, suspensão e alinhamento dos veículos, além do aumento significativo no risco de acidentes. A situação se torna ainda mais crítica durante a noite, quando a visibilidade reduzida dificulta a identificação dos buracos, ampliando o perigo para quem precisa trafegar pela rodovia.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes já anunciou a destinação de recursos para recuperação de trechos da BR-116. No entanto, moradores e usuários da via reclamam da lentidão nas intervenções, especialmente em áreas mais distantes dos grandes centros urbanos. Segundo eles, enquanto os lotes metropolitanos recebem investimentos mais ágeis, regiões como Icó e Jaguaribe seguem enfrentando dificuldades históricas de infraestrutura.

A precariedade da rodovia impacta não apenas a segurança, mas também a economia local, uma vez que a BR-116 é fundamental para o escoamento da produção e o transporte de mercadorias. Diante do cenário, cresce a cobrança por ações mais rápidas e efetivas que garantam condições dignas de tráfego no interior do Ceará.